sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

A pessoa iluminada.

 Conheci um cara semana passada que, sem dúvidas, é a descrição perfeita do homem de Deus.
 Ele entrou na loja, estava procurando um produto, eu passei por ele sem intenção de atende-lo, mas ele me abordou, com um sorriso e um aperto de mão daqueles como se a gente se conhecesse a  muitos anos. Naquele momento, óbvio, notei ser uma pessoa diferente, mas minha serenidade pois uma barreira nas observações e fui logo ao ponto, vender. O produto que ele procurava tinha um valor, e ele me perguntou se havia a possibilidade de dar um desconto, eu disse que havia e, consideravelmente, dei um bom desconto pra ele, verbalmente. Mas ele só tinha um dinheiro que não cobria a oferta que eu lhe fiz, mas eu disse que não havia problema se ele voltasse mais tarde, pois eu estaria ali, logo querendo me desfazer do rapaz, mas eu sabia que não estaria mais tarde, eu sairia mais cedo. Ele ficou contente e me cumprimentou como se eu tivesse salvado a vida dele.
 No outro dia era véspera de Natal.
 Estava eu caminhando pela loja quando, de repente, sou abordado por um cliente que eu, na hora, não reconheci, mas após o aperto de mão logo me lembrei. Ele chegou dizendo: -Te liguei, tu não estava, vim buscar o meu produto, eu logo me fiz de desentendido, mas já fui direto ao objetivo, desta vez ele trouxe consigo uma menina, sua filha, e por um acaso me lembro o nome dela, Natália. Logo contei pra ele que pra ele retirar o produto ele teria que comprar na data e retirar um dia após o pagamento, pois o produto fica guardado no depósito que é longe do bairro. Ele logo se decepcionou, dizendo que havia feito um balcão para colocar o produto que estava esperando visitas para passar o Natal, logo não teria o tão desejado produto para agradar a si e as suas, tão especiais, visitas, logo após a reação do rapaz me deu aperto no peito, como se eu tivesse que ajudá-lo, mas eu estava de mão atadas, não tinha o que fazer, mas acreditem, o homem se conformou e comprou, mesmo assim. E no final ficou, alegre, não feliz como estava, mas sim, alegre.
 E isso me abriu os olhos para um erro fatal que cometo no meu dia-a-dia, a ansiedade, a impaciência, a ignorância e principalmente a falta de sensibilidade.
 A vida é muito mais simples do que pensamos, a vida é muito mais leve do que a força que fazemos para levá-la. Sempre que planejamos algo e dá errado culpamos a terceiros, culpamos a nós, e tratamos todos de maneira deseducada. Estamos vivos, mas sem saber viver, estamos de pé sem saber caminhar e tudo isso é fruto de um mal que nós mesmos criamos, o orgulho!

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